
O pulso ainda pulsa
E o corpo ainda é pouco[1]
Juntamente com a erradicação da pobreza e fome, saúde e bem-estar completa o tripé mais básico para garantir o mínimo de dignidade humana. O ODS3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades não trata apenas de combater doenças, é uma ambição de atender de forma plena e equilibrada as necessidades físicas, mentais e ambientais de um indivíduo e de sua comunidade.
Atingir este estado de bem-estar é um grande desafio, principalmente num mundo com tantas realidades distintas que impactam a saúde e qualidade de vida na prática, ao mesmo tempo existem pessoas que ainda enfrentam doenças medievais que poderiam ser erradicadas com políticas públicas eficientes, e pessoas convivendo com doenças fabricadas pela nossa sociedade moderna, tecnológica, hiperconectada e acelerada, estima-se que quase 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com algum transtorno mental, sendo a ansiedade e a depressão as condições mais comuns, afetando desproporcionalmente as mulheres.
São muitos pontos de cuidado e atenção para romper com este cenário, atuar para que bem-estar seja o alicerce da dignidade humana e cumpra o pacto social fundamental da Declaração dos Direitos Humanos que estabelece que toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar condições básicas de moradia, nutrição e acesso a saúde (bem-estar físico), além de zelar para que cada indivíduo possa alcançar equilíbrio psicológico e satisfação pessoal (bem-estar mental). Quando deixarmos de tratar os sintomas que deixam nossa sociedade doente e atuar em suas causas poderemos viver em um mundo melhor, com um ecossistema social saudável.
Atuar nas causas e não apenas tratar os sintomas é um investimento em bem-estar que traz retorno direto para a economia e reduz custos estatais e de empresas, isto significa populações mais saudáveis e mentalmente equilibradas, mais produtivas, inovadoras e com liberdade e capacidade para viverem a vida que valorizam.
A cada dia acredito ainda mais que um modelo de desenvolvimento realmente sustentável deve ser responsável em gerar bem-estar e felicidade para todas as pessoas, não como um privilégio individual ou um luxo para poucos. É preciso agir com pulso firme para alcançar mente sã e corpo são para todos.
Me cansei de lero-lero
Dá licença, mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões
De como ter um mundo melhor[2]
[1] Letra de O PULSO. Compositores: Antonio Carlos Liberalli Bellotto (Toni Bellotto) (ABRAMUS), Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho (Arnaldo Antunes) (UBC), Marcelo Fromer (UBC). Editores: Rc (UBC), Warner (UBC). Administração: Pommelo Distribuicoes (UBC).
Composição: Arnaldo Antunes, Toni Bellotto, Marcelo Fromer
[2] Letra de SAÚDE. Compositores: Rita Lee Jones Carvalho (Rita Lee) (UBC), Roberto Zenobio Affonso de Carvalho (Roberto de Carvalho) (UBC). Editor: Warner (UBC)

A saúde da população é um dos pilares mais críticos para a produtividade e a sustentabilidade financeira de um país e para geração de valor para os negócios. A melhora da saúde e a longevidade de uma parcela da população mundial já comprovou que indivíduos saudáveis e vivendo mais formam novos mercados para muitas empresas, um nicho relativamente novo.
Mais uma vez é preciso dizer que as iniciativas empreendedoras na área da saúde devem extrapolar esta visão de oportunidade de mercado, recentemente passamos por uma pandemia que impactou toda a população global e minou a economia de variados setores, paralisando fábricas, comércios e a vida social com a imposição de lockdown. Um verdadeiro desastre para muitas empresas.
C.R.I.A.R negócios de impacto para garantir que as pessoas sigam ativas e saudáveis, com acesso a uma infraestrutura de saúde que atue na prevenção de doenças, combatendo causas e não efeitos é a única maneira de manter o mercado movimentado produzindo e consumindo.
Populações saudáveis vivendo e trabalhando em ambientes saudáveis são o grande diferencial que pode definir a prosperidade ou não de um negócio.

Estou compondo este texto e mais uma série que o seguirão conduzido pelos ODS, seus 17 objetivos resumem muito bem os desafios que precisam ser enfrentados para garantir a sobrevivência, o crescimento e a perpetuação de nós como seres humanos e como gestores de negócios. Como inspiração também estou usando um pouco de música, o bom e atual Rock Brasileiro dos anos 80, com a liberdade criativa de separar algumas frases das músicas que curto para dar significado as minhas reflexões.
Fiz uma playlist pública no Spotify “Rock 2030” para embalar o desenvolvimento sustentável, ouça em: https://open.spotify.com/playlist/52atDD1gcGSWGaQ34PmsxQ?si=62b8834de92d407d.

Confira as principais informações sobre o ODS3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades apresentadas no relatório de acompanhamento de 2026 da ONU[1].
- Mortalidade Materna e Infantil: A razão de mortalidade materna global caiu de 228 (em 2015) para 197 mortes por 100.000 nascidos vivos em 2023 (ainda quase o triplo da meta dos ODS, que é 70). A mortalidade de menores de 5 anos caiu para 37 por 1.000 nascidos vivos em 2023, mas 4,8 milhões de crianças ainda morreram nessa faixa etária. A taxa na África Subsaariana (69 por 1.000) é 18 vezes maior que a da Austrália e Nova Zelândia.
- Doenças Infecciosas (HIV, TB e Malária): As mortes relacionadas à AIDS caíram pela metade desde 2010, chegando a 630.000 em 2023, mas 9,3 milhões de pessoas viv Sendo HIV positivas ainda não recebiam tratamento. A tuberculose causou 1,25 milhão de mortes em 2023, voltando a ser possivelmente a principal causa de morte por um único agente infeccioso. Os casos de malária subiram para 263 milhões em 2023.
- Doenças Não Transmissíveis (DNTs): Em 2021, cerca de 18 milhões de pessoas com menos de 70 anos morreram de DNTs (mais da metade das mortes prematuras globais). O mundo não está no caminho certo para reduzir em um terço a mortalidade prematura por DNTs até 2030.
- Suicídio e Tabaco: A taxa global de suicídio caiu para 9,2 por 100.000 habitantes em 2021, com grandes reduções na Ásia Central e Europa, mas altas expressivas na América do Norte e na América Latina. O uso global de tabaco caiu um terço em duas décadas, mas ainda atinge 1,25 bilhão de pessoas.
- Força de Trabalho em Saúde: Persiste uma escassez global de 14,7 milhões de profissionais de saúde em 2023. Países de alta e média-alta renda (com 53% da população global) empregam 80% dos profissionais das cinco principais ocupações médicas.
[1] Fonte: https://brasil.un.org/sites/default/files/2026-07/The-Sustainable-Development-Goals-Report-2026.pdf
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