A tradição nos negócios empresariais é fabricar algo, realizar a transferência da propriedade para o consumidor, criar e manter um mercado ativo. Neste desenvolvimento mercadológico desde a Revolução Industrial, com concorrentes por todos os lados e mercados altamente competitivos, as empresas mais modernas e líderes de mercado deixaram de vender simplesmente produtos. As empresas criaram marcas com personalidades próprias para que o consumidor tenha experiências com seus produtos ou serviços.

Marcas não são físicas, são elos mentais que traduzem as aspirações das pessoas promovendo acesso a experiências. As marcas são as embaixadoras dos propósitos de suas empresas e devem possuir causas para gerar impactos reais e significativos para a sociedade e meio ambiente. Neste sentido, a posse de produtos torna-se desnecessária, quando o simples acesso proporciona que a dinâmica de troca de valores entre as partes aconteça.

O marketing e o Branding estão desmaterializando a economia, trabalhando muito mais com a existência psicológica humana, comercializando experiências, não produtos, promovendo o acesso aos benefícios para atender as necessidades humanas de forma mais cultural e espiritual. Neste cenário, podemos imaginar que a tendência é que a posse de bens para satisfazer necessidades e desejos serão completamente substituídas pelo acesso, pelas experiências.

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Ao se envolver menos com o processo necessidade / privação, que normalmente resulta em ofertas de bens materiais, para trabalhar com necessidade / potencial humano, o marketing seguirá o caminho para descolar o crescimento econômico, que é linear, da exploração de recursos naturais. A economia do marketing da Era da Colaboração é circular, trabalhará preparando muito mais ofertas para serem acessadas do que para servirem de propriedade.

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